Como diluir-me no espaço, com profunda superficialidade. Cada dia sinto que preciso de um aquecimento.

Memories that can open windows

When I was young… I was in a deep place,
finding the ocean inside myself.

Where am I?
Am I in my brain, in my head, or in my body? Maybe.

A memory of my room.
My room is my whole house.

Sobre a lembrança do rodapé na porta de entrada para não entrar poeira e outra lembrança sobre a cortina da janela que tirei para lavar. A árvore sempre a árvore e o seu portal/ um filtro de luz. Fiz uma oração para iemanjá, Odoyá.

Meu coração é vide!

Peux - tu voir mon coeur?

Tu vas manger mon coeur?

Mes côtes se déchire.

como fazer um paralelo entre o texto: ficcão,como essa vida pode aparecer no trabalho?

Vazio tão preenchido, quais coisas escolho para preencher um espaço vazio? Um músculo pulsa, não quero escrever poesia, ser poesia, sentir meu s pés aterrados, queimar pontes, construir outras. Você pode ser uma ponte comigo? Madeira, rins, o que passa? meus pés estão frios, minhas mãos estão quentes, por que? Um sinal qualquer num tempo dentro de uma caixa cúbica, meu cérebro bóia dentro da minha caixa craniana, o que há por aqui? Relação, relação… relação é entre, no vazio, no espaço entre o toque, as imagens tocam meus olhos, a dança como essa escrita que se faz no tempo agora. 

Sons, gozo, ar importa a direção no espaço. A emoção tem outras direções que não se cruzam. Seguir o prazer de se saber junto. Qual o espaço que a emoção precisa para caminhar livremente dentro de um corpo?

Por ser sem risco, de se perder em si mesmo, no outro, no espaço. Depois de um momento de muito prazer, virou chuva, água e só veio… águas que saem dos olhos, deixar vir, procurar ou deixar-se ser achada? Sutileza. há agressividade na sutileza, ela desenha círculos, vários infinitos podem ser criados dentro do vazio. Permitir seguir um caminho é também saber se abandonar. Abandonar o coletivo. Mergulhar em minhas profundezas, renovar. A língua pulsa involuntariamente como o coração, um pulso forte, ávido. Dançar a tristeza, a  saudade. Reflete o que tem dentro? Só pelos olhos. Janela da vida. Isso é o reflexo daquilo que chamaram de eu. Estou com vontade de sonhar. Quais imagens me interessam definitivamente? As que estão através de alguma coisa, como um filtro? O movimento é um filtro da minha imagem… profundidade. Quanto tempo leva para estudar a imagem no espaço (pensando no tempo real… relógio) O que há no cansaço? de fadiga? É verdade, e mentira, ou é uma verdade escondida, narrada de outras maneiras.. De outros jeitos, Vampire, o que tem no som, o espaço do som. sobreposição das sombras na folha.

JE SUIS SEULEMENT UN ÊTRE HUMAIN, LORSQUE JE SUIS EN RELATION

COSTELAS - 

andar de costas e comer a própria cabeça. começar do extremo relaxamento. Quando a dança pede mais espaço? quando o corpo pede mais espaço? Outro espaço… 

A buganville - a manhã quando reguei 


29/11 

Ela tinha pequenos grãos de areia dentro de seus ouvidos (labirinto). Há um momento que não tem mais como voltar, a queda precisa de um redirecionamento, uma curva… dentro de si e no espaço. O impacto no outro corpo gera caos, o caos é a organização mais complexa e adaptável, é preciso de modulação muscular para sobreviver e curtir o caos.

Nichos: treinar rolamentos, barriga para cima, e barriga para baixo. 

fáscia pulmonar 

labirinto 

esfenóide 

músculos intercostais 

2/12 

Paisagem de memória, Paysage de la mémoire, il y a beaucoup d’histoires dans ce corps. L’espace qu’il habite est aussi une singularité.

Descobri que minha superfície abriga imagens do meu corpo em caminhada floresta adentro. Uma intimidade colaborativa, construção de mim em você saltar em passos lentos de mim mesma por entre peles de você em mim. Uma hélice em minha coluna atravessa o espaço, cava no profundo da terra e no profundo do centro do universo, Lin Tae, luz dourada que baha, que conecta, ação disruptiva, rompe o que há em mim, mantendo úmida a pele que tem dentro de mim, mantendo úmido o chão da floresta que a aparece em mim

Oração Taoista da Luz de Ouro

金光透體
靈光沐身
神炁歸元
天靈老君
玄門弟子
(seu nome)
拜祝


jīn guāng tòu tǐ

líng guāng mù shēn
shén qì guī yuán
tiān líng lǎo jūn
xuán mén dì zǐ
(seu nome)
bài zhù


Luz de ouro, atravesse meu corpo.
Luz espiritual, purifique meu corpo.
Espírito e energia, retornem à origem.
Espírito celestial representado por Lao Zi,
O discípulo da Linhagem do Mistério
(seu nome)
Reverencia.


3/12 


Cavar o fundo do mar com os pés. Cavar dentro das minhas carnes até o meio dos ossos (medula) 24 costelas, um esterno, movimento de onda, tempo da escritura do corpo. Diferentes nichos trazem diferentes sensações, movimentações. Tocar as mãos da outra pessoa com diferentes  partes do corpo, me distraio e desfaço.. Posso ouvir o som do deslize da fáscia pulmonar, O peritônio do coração, das articulações dos dedos.


Meu corpo-floresta densa, anda querendo abrir espaços

Meu corpo-floresta densa e úmida anda querendo correr em campo aberto, pássaro dourado bate as asas, buscando abrigo, abrindo buracos, construindo poços d'água cheiro de vento tem você, olhar aberto, atento e periférico, são só imagens. 


04/12 


Experiência de juntar palavras, crio mapa da sala nas suas costas, meu pensamento acontece por imagens, mesmo as sensações chegam como imagens, costas como a praia, uma de um alado outra de outro seu corpo areia, areia movediça que me engole dentro, para dentro da superfície contrária a essa, gosto das frestas do chão, das partes em que a madeira cede, sinto o balanço do meu corpo que serpenteia, entra e sai. Automático, talvez precise me reencontrar por essas palavras, pelo cheiro dela, reencantar pelo jeito que ela me olha, me atravessa... as cores encardidas me trazem memória do outro dia você dizendo que gosta daqui porque te parece ser menos asséptico, mais vivo, mais caótico, deve ser por isso que Eu caótica, encaridade, eu cheia de outra tralhas mundanas. Num espaço que já está bagunçado, quando você entra o que você faz? Rearranja as coisas? Você arranjando minhas coisas com dança tranquila da cadência do encontro 

Espaço entrada, não vou ignorá-lo, duas portas, mais no meu sacro, sacro que pega fogo, gosto das janelas deslize, apagamento da minha pele, osso, meus ossos tocam suas mãos que são minhas também, range vértebra por vértebra como as pedras que sustentam este espaço. Tem ar, tem água na pedra também cavar a paisagem do meu corpo, cavar e diluir minhas emoções. Dançar é mexer um mapa vivo , pulsante e vivante, Polock. Suportando minhas emoções eu te odeio corpo pedra corpo bola, corpo superfície. Tem manchas no teto preto aleatórias dos pés em minhas arestas.

Painting, I carve some sensation into my deep body, into my bones, with seawater.

I started to write in English now.
Maybe I want to do this one more time,
because now I can understand the many rocks that are here in this space.

The floor is made of white wood,
a cemetery of trees,
with stains from the ceiling.

Black clouds above,
inside my head: blue, white.
Black is a hole in the center of the space,
a big hole
that I can dive into with all my sensations.

There, this is a shadow,
a shadow that approaches me,
like mountains.

My chaotic mind builds all my thoughts.

I can listen to you in Portuguese,
but sometimes I need to forget all the words
you have already told me.

The space eats me all the time,
and I can believe in love all the time,
but now I feel your feet on my back.


UM LIVRO DE VERTIGEM FILOSÓFICA SONHADA PARA UMA COREOGRAFIA IMPROVISADA,  o que preciso mover? De que jeito vou documentar isto? Eu quero escrever um livro? 


PRECIADO


Como brincar com si? Duas possibilidades de escrita num mesmo livro:

descrever  a mecânica e a fisiologia…outro, o inverso disso..

verso------> inverso 

superfície -----------------> superfície 




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