Obsessão: uma palavra para o trabalho arte, não sei o que quero, não sei elaborar com palavras o que sinto. Sinto não sustentar as coisas por muito tempo
Ouço a porta do elevador que diz: fermeture de porte, meu colchão continua mole… MAL DU PAYS, imigração não é morango doce.
Quadril e cintura, movimentar pelo quadril ou através dele ou entre ou ir entrando pelo quadril (pela sensação ou pela imagem) Retomar a parte do rosto que toca as mãos , desfiguração, chão que toca as solas dos pés…
Sombras e luzes. Revelar a vulnerabilidade também pode expressar o que há de ridículo, lembrar de me não me levar tão a sério. Qual a diferença entre olhar e ser olhado? A ação e a inação, ou melhor ainda, ação e passividade. Passividade é uma ação. Penso na massagem tailandesa. Paixão violenta como voltar para a não ação.
What do you feel, or what do you see?
The wind enters your eyes.
There is a force in your hands.
You did what was possible for my ears.
The touch of sound on the hairs of the skin of my ears.
The trees and the smell from outside.
What makes you feel interested?
I follow the gaze and its slow movements.
He is standing in front of the window, perhaps trying to kill himself, or
just an adventure — his body needs this shock, this contrast.
What does adrenaline do in your body?
He wants to become a window. Is it me or am I myself?
I have been feeling an obsession with windows.
Non-action is quite a large action.
And the sound keeps touching the hairs of the skin of my ears.
It exhales ancient / old air.
Your heart is also a lung.
One step and another step: slow and dense.
He raises his arms, and I see his back, perhaps he came from the future.
He sits on the window.
Reflection of the image on the glass, the wood hits his knee.
He falls through the window and loses his head.
density formula: d = mass / velocity of the falling body
Exhaustion of what is slow and dense is present.
Quando não escrever
Tudo tão distante, fica tão próximo. Acostumar com o sofrimento do outro, das outras mulheres, se desumanizar para viver entre os humanos. Destruir a própria espécie é um excesso de amor? Matar a outra e logo me matar junto, há um certo pacto nisto. A dor nas costas de milhares de mulheres, como digerir um câncer no estômago ou no útero. Má digestão da vida. O que me fez vir até aqui, como eu cheguei até aqui? O que faço aqui que não posso fazer em qualquer outro lugar? Idiomas, conversar em outros idiomas… o que sobra no meu corpo? o que abre no meu corpo? Que dança
resta desse vazio, dessa tentativa de desumanização?


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